A sociedade dos sonhos involuntários, Agualusa

José Agualusa não terá sido neste seu livro “A sociedade dos sonhos involuntários” tão apreciado pela crítica como o fora com outros livros. Há mesmo quem lhe tenha atribuído apenas “duas estrelas”, porque “trata a  política à maneira dos indignados poéticos”, “porque a política é resolvida num sonho” e porque “há ressurreições a mais para um Cristão”, assim pensa Carlos Maria Bobone, no artigo publicado no observador em junho de 2017.

Confesso que Agualusa não é o meu autor de eleição, contudo há algo nele (desde os meus tempos de docente de Língua e Identidade Cultura) que me fascina. Mais do que a ação narrativa é talvez a capacidade que tem de conseguir incutir aos pensamentos e às palavras das suas personagens os seus próprios ideais de liberdade, de respeito pelo outro e de coragem. Muito embora, confesse, por vezes demasiado idealistas!!

Um livro, de facto, demasiado “sonhado” e “sonhador”, talvez ideologicamente demasiado “cor de rosa”, na verdade, os sonhos que todas as personagens têm em comum são apenas o pretexto para apelar à coragem dos homens. Pois afinal:
Ausência de medo = Loucura OU Coragem
Coragem= será sempre sinal de Liberdade

Poderia o autor ter feito mais? Sim podia! Podia o autor ter criado um enredo mais denso, com personagens psicologicamente mais ricas? Sim, podia.

Mesmo assim, valeu a leitura pelo facto de nos fazer refletir sobre a capacidade que os sonhos têm de “sonhar” a realidade e os seus desejos escondidos.

Boas leituras.

Nem Morto, o novo livro de Lee Child

«Nem Morto» é o novo livro de Lee Child

Jack Reacher está de volta com o livro Nem Morto, de Lee Child. Um thriller emocionante, que chega às livrarias esta quinta-feira, dia 13 de abril.

Uma vez mais, Lee Child apresenta o protagonista desta série ao melhor nível, com Jack Reacher a revelar as suas fantásticas qualidades de detetive perante o complexo mistério com que se depara na pequena localidade de Mother’s Rest. Nem Morto apresenta personagens mais ricas, caminhos ainda mais tortuosos e suspense em cada página. É, provavelmente, o melhor livro da série.

Fonte: Nota de imprensa, Grupo Bertrand Círculo

A importância do conteúdo na web

A importância que o conteúdo adquire na web não é recente e remonta aos anos 90, quando, em 1991, o antigo Vice-Presidente dos EUA, Al Gore, associara a internet a uma autoestrada da informação e  Bill Gattes, em 1996, escrevera um artigo intitulado O conteúdo é rei.

Em 2004, quando a empresa americana O’Reilly Media descrevia a Web 2.0 como uma plataforma composta por um conjunto de ferramentas e websites que permitiam a criação e troca de conteúdos gerados pelos utilizadores, abrira-se a possibilidade de o conteúdo poder ser enriquecido através dos comentários e da avaliação  dos seus utilizadores. A partir deste momento, a atenção centra-se não só no conteúdo, mas também no utilizador e nas plataformas de divulgação, compreendendo-se que é a forma como estes interagem entre si que torna eficaz a estratégia comunicativa.

Nesta lógica, o especialista de marketing digital Lee Odden (2002) terá afirmado que “Content is not king, it’s the kingdom!”, desviando o conceito de rei para o próprio cliente, considerado como o principal responsável pela prosperarão do reino através da forma como interage com o conteúdo.

Também o palestrante, especialista em marketing digital e conceituado consultor norte-americano de redes sociais, Jay Baer (2013) afirmara que “O conteúdo é fogo e as redes sociais são a gasolina” como forma de evidenciar a força que estas plataformas digitais têm na projeção dos conteúdos.

Na verdade, é inegável que a criação de conteúdos para a web tem sempre o propósito de formar uma identidade, criar uma referência e gerar autoridade no ramo de atuação, de forma a poder fidelizar o leitor/utilizador

A definição de qualquer estratégia comunicacional eficaz na web implicará a criação de conteúdos que respeitem três princípios fundamentais:

i) Adequação às necessidades e exigências do público-alvo;

ii) Adequação às diferentes plataformas digitais;

iii) Produção de conteúdos apelativos e criativos que estimulem a atenção do leitor, o envolvam e o levem a identificar-se com a informação, a marca, o produto ou o serviço.

A importância que o conteúdo adquire na web exige por isso o investimento em profissionais da comunicação e do marketing que conheçam bem o paradigma do utilizador da web – que privilegia canais de informação diferentes dos usados pelas gerações anteriores, que é cada vez mais exigente e informado, que não receia comentar negativamente o conteúdo disponibilizado, da mesma forma que o partilha, o personaliza e o recomenda, e que não perde tempo a ler informação muito extensa e descritiva, embora se deixe conquistar por histórias que o emocionem e o ajudem a solucionar os seus problemas.

Assim começou a Comunicação apresentada no 3º Congresso internacional Pelos mares da Língua Portuguesa, na UA, no dia 05 de maio de 2016.

 

 

Socorro! A minha primeira entrevista de emprego.

Um ex-aluno envia-me o seguinte  e-mail às 6 da manhã:

Assunto: AJUDA-Urgente

Professora, amanhã (daqui a 4 horas) vou a uma entrevista de emprego e estou desesperado sem saber o que fazer. Poderá-me ajudar?

Além do adiantado da hora e do erro ortográfico presente na pronominalização “Poderá-me” (tantas horas passadas a ensinar regras de pronominalização e a realizar exercícios de treino intensivo nas aulas, para perceber que os alunos continuam a não saber escrever Poder-me-á…. ), que me dá uma vontade imensa de nem sequer responder…dita-me a minha ética profissional, pedagógica e linguística …que melhor mesmo será ajudar o rapaz desesperado.

E no meio do meu próprio desespero, que já deveria estar a dormir há muito… eis que, de uma forma rápida (sem esquecer a irónica repreensão do erro imperdoável!!!), lhe respondo anexando um brevíssimo guia…para não o deixar de todo desorientado…afinal só terá 4 horas para se preparar e talvez até para ir comprar uma roupa minimamente apresentável…que não contemple calças rasgadas e t-shirt:

BREVÍSSIMO GUIA PARA QUEM VAI A UMA ENTREVISTA DE EMPREGO PELA PRIMEIRA VEZ 

1. CONHECIMENTO DA EMPRESA
Consulte o site da empresa e obtenha o máximo de informação sobre a mesma (Missão valores, objetivos, Estrutura; Serviços que oferece, número de colaboradores, tipo de clientes que recebe, avaliação que os clientes fazem…

Depois complete a informação com outras pesquisas (reconhecimento, prémios, importância no contexto regional e nacional…)

Prepara-se para algumas questões como:
a. O que sabe acerca de nós?
b. Por que é que escolheu fazer um estágio na nossa empresa? ou Por que é que quer trabalhar connosco?
c. Conhece os nossos serviços?

2. CONHECIMENTO DAS SUAS COMPETÊNCIAS E APTIDÕES
Formação académica: que conhecimentos lhe permitirão trabalhar nesta empresa?

Competências linguísticas: tem a certeza que escreve e fala corretamente? Domina quantas línguas?-

Competências sociais: capacidade para se relacionar com os outros? Sabe trabalhar em equipa? Capacidade de resolução de problemas? Criatividade? Empenho? Aberto a novos desafios? Sempre pronto para novas aprendizagens?

Prepara-se para algumas questões como:
a. Como é que se relaciona com os outros?
b. E viesse colaborar connosco que mais-valia nos traria a sua presença?
c. Como pensa ultrapassar a sua falta de experiência?
d. Como reage a situações de stress?

3. APRESENTAÇÃO – O QUE VESTIR 
A escolha da indumentária dependerá obviamente do dress code da empresa do cargo a que se candidata. Se for uma empresa mais conservadora deverá optar por uma roupa mais formal se for uma empresa moderna e criativa, opte por uma roupa mais formal, embora mantendo os padrões da elegância e do bom gosto.

Em caso de dúvida, lembre-se que quanto mais elevado for o cargo a que se candidata, maior será a probabilidade de ter de por uma indumentária mais formal como o clássico fato (blazer e saia ou calças) e camisa.

Entretanto, porque ainda tem 4 horas até à hora da entrevista, passe os olhos por estes conselhos e veja as sugestões de vestuário mais adequado aos diferentes cargos:
• 13 conselhos para escolher a roupa para uma entrevista de emprego:

NÃO SE ESQUEÇA
PARA ELAS: Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher. (Coco Chanel)
PARA ELES: O modo de se vestir é uma preocupação ridícula. Mas é muito ridículo para um homem não estar bem vestido. (Philip Chesterfield)

“Envia-se” é diferente de “Enviasse”

Hoje recebo o seguinte e-mail:

Boa noite, professora,

Gostaria que me envia-se de novo o relatório com as correções, para o corrigir e alterar.

Saudações

A utilização da forma verbal “envia-se” em vez de “enviasse” é um erro recorrente. No entanto, existem dois truques que o ajudarão a não errar:

1.º Truque- identificar o tempo e o modo verbal

  • Enviasse: imperfeito do conjuntivo, indica uma hipótese;
  • Envia-se: presente do indicativo, indica um facto real.

2.º Truque – Passar a frase para a negativa

  • Afirmativa: Gostaria que me enviasse mensagens bem escritas. Hoje envia-se tudo!
  • Negativa: Gostaria que não me enviasse mensagens  mal escritas. Hoje não se envia tudo!

3.º Truque – Ler a palavra em voz alta

  • Enviasse: a vogal antes da consoante dupla –ss- é aberta;
  • Envia-se: a vogal antes do hífen é fechada.